{"id":209,"date":"2026-03-02T22:35:11","date_gmt":"2026-03-03T01:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/inct-fna.if.uff.br\/408419-2024-5\/?page_id=209"},"modified":"2026-03-03T08:29:49","modified_gmt":"2026-03-03T11:29:49","slug":"reacoes-nucleares","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/inct-fna.if.uff.br\/408419-2024-5\/reacoes-nucleares\/","title":{"rendered":"Rea\u00e7\u00f5es Nucleares"},"content":{"rendered":"<p>No inicio do s\u00e9culo XX, j\u00e1 conhec\u00edamos algumas propriedades da mat\u00e9ria. Por exemplo, j\u00e1 era conhecido que mat\u00e9ria era neutra. Por\u00e9m, o el\u00e9tron j\u00e1 tinha sido <a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/nobel_prizes\/physics\/laureates\/1906\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">descoberto <\/a> e j\u00e1 se sabia que o el\u00e9tron tinha uma carga negativa. Como a mat\u00e9ria era neutra, dev\u00edamos ter uma carga positiva. A pergunta que surge \u00e9 onde estaria essa carga positiva. Uma primeira tentativa de resposta \u00e9 feita por <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/14786440409463107\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Joseph John Thomson<\/a>.<\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de artigos publicados entre 1908 e 1913, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ernest_Rutherford\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ernest Rutherford\u00a0<\/a> ( que foi orientado por Joseph John Thomson ),\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hans_Geiger\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hans Geiger\u00a0<\/a>e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ernest_Marsden\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ernest Marsden <\/a>chegaram a conclus\u00e3o de que a carga pos\u00edtiva deveria estar concentrada em regi\u00e3o, com dimens\u00e3o da ordem de 10<sup>-15<\/sup>m. Naquele momento j\u00e1 era conhecido que um \u00e1tomo tem uma dimens\u00e3o da ordem de 10<sup>-10<\/sup>m.<\/p>\n<p>Para realizar essa descoberta, Rutherford, Geiger e Marsden, utilizaram os aceleradores que existiam naquele momento, as fontes radioativas. A fonte utilizada emitia part\u00edculas alfas (n\u00facleos de <sup>4<\/sup>He) e o experimento consistia em direcionar essas part\u00edculas (projeteis) \u00a0para uma folha (alvo) de ouro. Ao atingir a folha de ouro, as alfas podiam ser espalhadas e esse espalhamento possibilitava estudar as propriedades do \u201cente\u201d (nesse caso, o n\u00facleo at\u00f4mico) que realizou o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Geiger-Marsden_experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">espalhamento<\/a>. Assim, surgia a possibilidade de estudar as propriedades de um determinado \u201cente\u201d, simplesmente fazendo part\u00edculas, de uma determinada energia, ser espalhadas por ele.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Acelerador_de_part\u00edculas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceleradores<\/a>, a partir de 1930, tornou-se poss\u00edvel controlar a energia da part\u00edcula que utilizadas como proj\u00e9til. Assim, um novo campo se abre e passamos a ser capazes de utilizar projeteis mais pesados, tais como <sup>12<\/sup>C, <sup>16<\/sup>O, entre outros. Em 1932, James Chadwick descobre outra part\u00edcula componente do n\u00facleo, o n\u00eautron.\u00a0Assim, pod\u00edamos partir para tentar entender o que mant\u00e9m pr\u00f3tons (uma part\u00edcula com carga) e o n\u00eautron (uma part\u00edcula sem carga) ligados dentro do n\u00facleo. Hoje chamamos essa for\u00e7a de for\u00e7a forte.<\/p>\n<p>Nos dias atuais, utilizamos os mesmos princ\u00edpios do experimento de descoberta do n\u00facleo at\u00f4mico. Por exemplo, quando enviamos um proj\u00e9til (no caso do experimento de Rutherford, a part\u00edcula alfa exercia esse papel) em dire\u00e7\u00e3o a um alvo (no caso do experimento de Rutherford, a folha de ouro exercia esse papel) alguns fen\u00f4menos podem acontecer. Por exemplo, o proj\u00e9til e o alvo podem trocar part\u00edculas, chamamos esse processo de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nuclear_reaction\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rea\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia <\/a>. Eles podem se juntar e formar um novo n\u00facleo, esse processo \u00e9 chamado de <a href=\"https:\/\/pt.energia-nuclear.net\/que-e-a-energia-nuclear\/fusao-nuclear\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fus\u00e3o<\/a>. O proj\u00e9til, ao se aproximar do alvo, pode se quebrar ou induzir o alvo a se quebrar, esse processo \u00e9 chamado de \u201cbreak-up\u201d (quebra).<\/p>\n<p>Esses diferentes processos, basicamente s\u00e3o estudados realizando o choque de um determinado proj\u00e9til com um determinado alvo e observando o que sai dessa intera\u00e7\u00e3o. Detectando os produtos da intera\u00e7\u00e3o podemos ter pistas da import\u00e2ncia de um determinado processo (transfer\u00eancia, fus\u00e3o, break-up entre outros) na intera\u00e7\u00e3o entre um proj\u00e9til e um alvo. Entendendo a import\u00e2ncia de cada processo, podemos obter mais pistas para um melhor entendimento da intera\u00e7\u00e3o entre as part\u00edculas que coexistem dentro do n\u00facleo at\u00f4mico.<\/p>\n<p>No Brasil, temos um acelerador a estudar esses diferentes processos que podem acontecer na intera\u00e7\u00e3o de um proj\u00e9til com um alvo. Esse acelerador est\u00e1 localizado no Departamento de F\u00edsica Nuclear do <a href=\"http:\/\/www.if.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No inicio do s\u00e9culo XX, j\u00e1 conhec\u00edamos algumas propriedades da mat\u00e9ria. Por exemplo, j\u00e1 era conhecido que mat\u00e9ria era neutra. Por\u00e9m, o el\u00e9tron j\u00e1 tinha sido descoberto e j\u00e1 se sabia que o el\u00e9tron tinha uma carga negativa. Como a mat\u00e9ria era neutra, dev\u00edamos ter uma carga positiva. 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